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Medidas de apoio aos idosos

Medidas de apoio aos idosos também afirmam os Açores como Região solidária, afirma Vasco Cordeiro

O Presidente do Governo afirmou hoje, em Ponta Delgada, que as diversas medidas de apoio social aos idosos, como é o caso do Complemento Regional de Pensão e do apoio à aquisição de medicamentos, constituem também uma forma de afirmar os Açores como uma Região solidária.

  “Quotidianamente, fazemos um esforço para poder honrar o legado e o património que recebemos das gerações mais experientes, fazendo o possível por engrandecer este legado, mas também reconhecendo aqueles que tanto contribuíram ao longo das suas vidas” para o desenvolvimento dos Açores, salientou Vasco Cordeiro.

  O Presidente do Governo, que falava num convívio com cerca de mil idosos das Casas do Povo e Centros de Dia de vários concelhos da ilha de São Miguel, promovido pela Casa do Povo dos Arrifes, destacou, além dos investimentos públicos em equipamentos de apoio aos idosos, várias medidas sociais implementadas na Região, dando os exemplos do Complemento Regional de Pensão – conhecido por 'cheque pequenino' – e o apoio à aquisição de medicamentos por idosos (COMPAMID).

  Em 2015, o Complemento Regional de Pensão abrangeu mais de 35 mil idosos, num montante global de cerca de 25 milhões de euros.

  Esta medida tem registado aumentos todos os anos desta legislatura, nomeadamente de três por cento em 2013, de dois por cento em 2014, de dois por cento em 2015 e, este ano, também de dois por cento.

  No conjunto de toda a legislatura, terá um aumento que se aproxima dos 10 por cento.   Relativamente ao COMPAMID, que beneficiou cerca de 4.000 idosos em 2015, será alargado este ano aos reformados por invalidez, independentemente da idade.

  “Estamos a falar de medidas que são nossas, dos Açores, e que são uma forma de nos afirmarmos como uma Região solidária que somos”, frisou Vasco Cordeiro, que destacou, ainda, as parcerias existentes entre o Governo e centenas de instituições que se dedicam ao apoio social em todas as ilhas do arquipélago.

  “É de inteira justiça dar nota do reconhecimento que existe da parte do Governo em relação a esse trabalho de parceria que se estabelece com estas instituições, não apenas o reconhecimento dos órgãos sociais, mas também dos funcionários que são quem, no dia-a-dia, dão expressão prática e concreta a esse trabalho”, afirmou o Presidente do Governo.

GaCS/PC

Older Americans Living Longer, Study Says

Older Americans Living Longer, Study Says

By PAUL RECER

W A S H I N G T O N,

The number of Americans age 65 or older increased tenfold in the last century and the elderly are living longer, in more comfort and in better health than ever before, researchers report. But up to one in four elderly Americans, by some measures, is not sharing equally in this better life, according to a report being released today that summarizes data from nine federal agencies. “People are living longer and living more of their life in better health than before,” said Richard Suzman, an expert at the National Institute on Aging, the lead agency in assembling the report. The challenge, he said, is to keep up that trend of improvement and to spread the benefits more equally among all races and ethnic groups. Suzman said the report will help policy-makers brace for the old-age arrival of the baby boomers, a population wave that will create “an enormous stretch” of society’s health and elder care services. Taking Data From Various Agencies The study, “Older Americans 2000: Key Indicators of Well-Being,” compiles for the first time statistics from various agencies “to provide a unified picture of the overall health and well-being of older Americans, said Katherine K. Wallman, chief statistician of the Office of Management and Budget. “I see a very positive picture, but clearly problems do remain,” said Dr. Edward J. Sondik, the director of the National Center for Health Statistics. Included in the 128-page report are statistics of 31 key indicators selected to portray the lives and lifestyles of older Americans. Suzman said that such information will be updated periodically and used to help shape federal services for the elderly in the future. Among the findings: There are approximately 35 million people in the United States age 65 or older, accounting for about 13 percent of the total population. In 1900, the number of older Americans was about 3.1 million. With the aging of baby boomers, born between 1946 and 1964, America’s older population will double by 2030, reaching some 70 million. Life expectancy for Americans age 65 in 2000 is 18 years, on average. In 1900, 65-year-olds could expect to live, on average, another 12 years. In 1998, women accounted for 58 percent of those over 65 and 70 percent of those 85 or older. About 41 percent of the older women live alone. The older population will become more ethnically and racially diverse, the study predicts. Of those age 65 or older now, about 84 percent are non-Hispanic whites. By 2050, that number will be 64 percent. From 1959 to 1998, the percentage of older Americans living in poverty declined from 35 percent to 11 percent. The median net worth in households headed by older people increased from 1984 to 1999 by 70 percent, but there is a startling disparity between races. In 1999, the median net worth in households headed by older black people was $13,000, compared with $181,000 for older white householders. There was a wide difference in the rates of poverty between racial and ethnic groups for Americans 65 and older. In 1998, the percentage of non-Hispanic whites living in poverty was 8.2, compared with 26.4 percent for non-Hispanic blacks, 16 percent for non-Hispanic Asian and Pacific Islanders and 21 percent for Hispanics. Heart disease, cancer and stroke are the big three killers. Mortality rates for heart disease and stroke have declined by a third since 1980, while the rate for cancer has gone up slightly. The rate of chronic disability among older Americans declined from 24 percent in 1982 to 21 percent in 1994. About 4 percent of the population 65 and older, some 1.46 million people, were in nursing homes in 1997. About 192 out of every 1,000 people aged 85 or older were in nursing homes in 1997. The rate for this group in 1985 was 220 per 1,000. A survey of Americans age 65 and older between 1994 and 1996 found that the vast majority considered themselves healthy. For non-Hispanic whites, 74 percent considered themselves in good or excellent health. For non-Hispanic blacks, the figure was 59.3 percent, while it was 64.9 percent for Hispanics.

Violência contra idosos é cada vez mais visível

ANA CRISTINA PEREIRA

17/03/2016 - 08:09

Primeiro estudo sobre a prevalência de violência contra idosos na população portuguesa estima uma prevalência de 12,3% ao longo de um ano.

Paulo Pimenta

Tópicos

1. Violência doméstica

2. Idosos

Portugal tardou a reconhecer que os idosos podem ser vítimas de maus tratos no seio da família. E as estatísticas sobre isso “ainda são menos abundantes do que as relativas a outras formas de violência doméstica”, nota a socióloga Isabel Dias, professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A visibilidade do fenómeno está, por fim, a crescer. A sociedade está cada vez mais envelhecida. O Relatório Anual de Segurança Interna não permite perceber quantos idosos se queixam de violência, mas o número de casos que vão chegando à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima vai mostrado a tendência de crescimento de denúncias: passou de 774 em 2013 para 852 em 2014 – os dados de 2015 só serão revelados no final de Março. “Haverá grandes cifras negras”, lembra Teresa Morais, procuradora do Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto (DIAP) que coordena uma secção dedicada em exclusivo aos crimes de violência doméstica e maus tratos. “É mais complicado para um idoso chegar às instâncias formais e fazer uma denúncia.” O primeiro estudo sobre a prevalência de violência contra idosos na população portuguesa, apresentado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) em 2014, admitiu uma prevalência para os vários tipos de agressões de 12,3% ao longo de um ano (314 mil casos). O estudo, conduzido pela socióloga Ana Gil, conclui que o cônjuge/companheiro é o grande protagonista de violência física (49,5%). Seguem-se os filhos (30%) e as filhas (8,9%). A agressão também pode ser perpetrada por noras/genros (3%) ou outros familiares (5%), nomeadamente netos (2,3%) ou netas (0,2%). Quando se fala de negligência, o peso de filhos (27,3%) e filhas (21,3%) aumenta. Em qualquer caso, impera o silêncio: 64,9% não falam sobre a situação nem apresentam queixa. “É algo muito difícil de aceitar”, torna Teresa Morais. A violência, sobretudo quando perpetrada por descentes, “repercute-se muitas vezes na vítima como uma assunção de que ela própria falhou e que toda a sua actual vivência é, no fundo, resultado de um prévio fracasso educativo ou inter-relacional”, explica a procuradora. Ao medo, à tristeza e à vergonha junta-se um enorme sentimento de culpa. Entre os factores de risco, muitos investigadores colocam a elevada dependência dos idosos, a nível de prestação de cuidados, mas consideram também a dependência financeira dos membros da família, sobretudo cônjuges ou filhos. Há mesmo quem entenda, sublinha Isabel Dias, que “os perpetradores de abusos sobre os idosos são mais dependentes do que o contrário”. A dependência de que fala nota-se, sobretudo, no domínio da habitação ou do sustento. Há outros factores. Admite-se a possibilidade de transmissão geracional (as pessoas que maltratam idosos teriam crescido em ambientes violentos) e do stress potenciar comportamentos violentos (aspectos como o desemprego, a falta de dinheiro, o divórcio). Isabel Dias acha importante ponderar também a qualidade da relação dos idosos com os cônjuges ou filhos. Na opinião de Teresa Morais, há que pensar nas respostas que existem. O sistema penal está longe de fornecer todas as respostas necessárias a estes casos. O que acontece quando o cuidador é o agressor?, questiona. “Ou tiramos o cuidador da casa e o idoso fica sozinho, apenas com instâncias sociais que tratam da higiene, da alimentação, da casa, e falta aí muita coisa, a pessoa também vive de afectos, de interacção. Ou o institucionalizamos e desenraizamos.”

Em 2015, a associação Leque, em Trás-os-Montes, recebeu 14.450 euros

Em 2015, a associação Leque, em Trás-os-Montes, recebeu 14.450 euros para um programa que promove encontros semanais virtuais entre a população sénior e seus familiares e amigos

Estão a decorrer, até dia 01 de Maio, as candidaturas para o Prémio BPI Seniores, que tem por finalidade apoiar projetos que promovam a melhoria da qualidade de vida e o envelhecimento ativo de pessoas com idade superior a 65 anos.

Pode candidatar-se ao concurso, como entidade promotora dos projetos concorrentes ao Prémio BPI Seniores 2016, qualquer instituição privada sem fins lucrativos com sede em Portugal.  

Fewer People in U.S. Getting Dementia in Old Age

February 11, 2016 | By Health Editor Photo: Getty Images RA Signs And Symptoms Learn About RA Signs And Symptoms, And Find A Treatment Option Now. www.ratreatment.com By Dennis Thompson HealthDay Reporter WEDNESDAY, Feb. 10, 2016 (HealthDay News) — U.S. seniors may be developing dementia less often and at later stages of life, a decades-long study suggests. More than 5,000 people followed for almost 40 years starting in the mid-1970s experienced an average 20 percent reduction in their risk of developing dementia, the researchers said. At the same time, the average age at which the participants fell prey to dementia rose, from about 80 in the late 1970s to age 85 in more recent years, added study author Dr. Sudha Seshadri. She is a professor of neurology at Boston University’s Alzheimer’s Disease Center. Despite these findings, the United States still faces a dementia crisis with the aging of the baby boom generation, Seshadri noted. As many as 5.2 million Americans 65 and older are estimated to have Alzheimer’s disease, the most common form of dementia. And these numbers are expected to rise with the aging population, according to the U.S. National Institutes of Health. Seshadri said that even though the average age of dementia shifted upward during the course of the study, there are more people over the age of 85 now than there were people older than 80 decades ago. “People are going to live to be older and be at greater risk of developing dementia,” Seshadri said. “It’s not that the burden of disease is going to decrease, but it may not be exploding quite as rapidly as we feared.” However, the study offered some important clues about ways to prevent or delay dementia, she said. Education and heart health appear to have contributed to the decline in dementia cases, the study found. Only people with at least a high school diploma experienced a significant decline in their risk for dementia, the study findings showed. Also, the researchers observed an improvement in overall heart health that paralleled the reduction in dementia risk. “This does add evidence that controlling cardiovascular risk factors and increasing levels of education are good for your risk of developing dementia over time,” said Keith Fargo, director of scientific programs and outreach for the Alzheimer’s Association. “It does not say that we don’t have to worry about dementia anymore, or that we’re not going to see an explosion of dementia cases as the baby boomers age,” he added. Seshadri and Fargo also cautioned that these findings may not apply to the United States as a whole, since the study participants were white and relatively well-off. “It is important to study whether this trend is seen in populations under other circumstances,” Seshadri said. For this study, researchers focused on participants in the Framingham Heart Study, a federally funded project that’s been going on since 1948. People in this study, who live in Framingham, Mass., have been tracked since 1975. The data revealed that dementia risk at any given age has been steadily declining generation by generation. Among volunteers with at least a high school diploma, dementia cases declined by 22 percent by the 1980s, 38 percent by the 1990s, and 44 percent by the 2000s when compared to the first decade, according to the report. The findings were published Feb. 11 in the New England Journal of Medicine. Heart health also appears to be helping drive down the number of dementia cases, by influencing how strokes, atrial fibrillation (irregular heartbeat) and heart disease affect brain function, Seshadri said. For example, at the beginning of the study, people who suffered a stroke were six times more likely to develop dementia. But, by the end of the study, stroke victims were only twice as likely to wind up with dementia, she said. Doctors are better at detecting and treating smaller strokes, and are providing stronger follow-up care to stroke patients by controlling their blood pressure and cholesterol levels, Seshadri explained. “All of these things together probably means that fewer people who develop stroke are developing dementia,” she said. Better treatment of heart disease, atrial fibrillation and other heart problems also appear to have helped preserve brain function, she added. Fargo said a high school education or better also appears to have helped the seniors, a finding that supports a concept called “cognitive reserve.” “The essential idea behind it is the more cognitively [mentally] healthy you are to begin with, the better able your brain is to withstand the slings and arrows of aging,” he said. “This study tells us that formal education is extremely important to your brain health as you age.” Seshadri pointed out that education also could serve as a signal of a person’s social and economic status. Those with a higher education are better able to afford good care and are more aware of the role they play in their own health. But heart health and education don’t account for all the reduction in dementia. “It doesn’t fully explain what we are seeing,” Seshadri said. “It explains it very little, actually. We should be looking for what else it is that’s happening, because if you don’t know what it is, the trend could reverse.”

Na Finlândia, há quem viva num lar de idosos aos 20 anos

Bárbara Cruz Projeto para fomentar relações entre duas gerações diferentes e oferecer alojamento mais barato aos jovens começou esta semana É comum, na Finlândia, que os jovens saiam de casa dos pais aos 18 anos. Mas as dificuldades para arranjar emprego estável têm obrigado os finlandeses - assim como tantos outros jovens em toda a Europa - a deixar a casa da família cada vez mais tarde. Também não ajuda o mercado de arrendamento: segundo um índice da Global Property Guide, a capital finlandesa é a 16.ª cidade, a nível mundial, onde sai mais caro arrendar uma casa, pior do que em Genebra ou Nova Iorque. Apesar de haver, em Helsínquia, a possibilidade de ficar com um dos imóveis geridos pela cidade, com preços mais acessíveis, a lista de espera é extensa. Por isso, os responsáveis do município decidiram procurar alternativas para os jovens e lançaram o projeto 'Oman Muotoinen Koti', que se traduz como "a casa que se adapta". A ideia, conta a CNN, é oferecer aos mais jovens alojamento a preços acessíveis, pequenos estúdios dentro de lares de idosos, com uma condição para os arrendatários: que dediquem pelo menos cinco a três horas do seu tempo semanal aos novos vizinhos. Segundo Miki Mielonen, representante do departamento da juventude da cidade de Helsínquia, há por trás deste conceito um duplo benefício: para os jovens, que conseguem casas mais baratas, e para os mais velhos, sem grandes hipóteses de convivência fora dos lares. A inspiração foi um programa semelhante lançado na cidade de Deventer, na Holanda, que oferece alojamento gratuito aos estudantes universitários em troca da interação social com os idosos. Quando a proposta foi lançada em Helsínquia, no final do ano passado, foi um êxito: só nos primeiros dias teve cerca de 300 solicitações através do Facebook. Não é difícil perceber porquê, dizem os autores dos pedidos: os apartamentos tipo estúdio têm 23 metros quadrados com casa de banho, espaço de arrumação, cozinha e varanda. O aluguer no lar de idosos custa 250 euros por mês, cerca de um terço do preço médio do arrendamento na capital finlandesa, esclarece o governo. Os participantes no programa, por outro lado, consideram que a condição de conviver com os idosos nem sequer é um sacrifício, mas uma "oportunidade": "Eles já viveram muitos anos e têm muitas experiências. Respeito isso, portanto posso escutar se quiserem contar-me algumas histórias", disse à CNN Veera Dahlgren, uma jovem de 18 anos que se candidatou a um dos estúdios. Os responsáveis pelo projeto garantem mesmo que todos os jovens que responderam ao anúncio estão dispostos a dedicar mais do que as três a cinco horas pedidas aos novos vizinhos. Após um rigoroso processo de seleção, os que foram escolhidos têm capacidades que lhes permitem participar em várias atividades, desde 'workshops' de culinária ou tocar um instrumento para os mais velhos. Apesar de reconhecerem que alguns dos idosos não quererão partilhar o seu espaço com os mais novos, a expetativa da câmara de Helsínquia é de que se criem relações positivas e laços entre duas gerações